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Estadiamento

18 de nov. de 2022
3 min de leitura

Independente da fase em que o câncer é detectado, há necessidade de se classificar cada caso de acordo com a extensão do tumor. O método utilizado para essa classificação é chamado de estadiamento e sua importância está na constatação de que a evolução da doença é diferente quando ela está restrita ao órgão de origem ou quando se estende a outros órgãos.

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O estadiamento pode ser clínico e patológico. Estadiar um caso de neoplasia maligna significa avaliar o seu grau de disseminação. Para tal, há regras internacionalmente estabelecidas, que estão em constante aperfeiçoamento. O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou, e se está afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o estágio do tumor ajuda na definição do tipo de tratamento e a prever o prognóstico do paciente. Sistema de Estadiamento TNM O sistema de estadiamento utilizado para maioria dos tumores malignos sólidos, ou seja, tratados por cirurgia, é o sistema TNM da American Joint Committee on Cancer. O sistema TNM utiliza três critérios para avaliar o estágio do câncer: o próprio tumor, os linfonodos regionais ao redor do tumor, e se o tumor se espalhou para outras partes do corpo. TNM é abreviatura de tumor (T), linfonodo (N) e metástase (M):

  • T – Indica o tamanho do tumor primário e se disseminou para outras áreas.

  • N – Descreve se existe disseminação da doença para os linfonodos regionais ou se há evidência de metástases em trânsito.

  • M – Indica se existe presença de metástase em outras partes do corpo.

Tumor primário: pelo sistema TNM, o T acompanhado de um número (0 a 4) é usado para descrever o tumor primário, particularmente o seu tamanho. Pode também ser atribuída uma letra minúscula "a" ou "b" com base na ulceração e taxa mitótica. Linfonodos: o N no sistema TNM representa os linfonodos regionais, e também é atribuído a ele um número (0 a 3), que indica se a doença disseminou para os gânglios linfáticos. Pode também ser atribuída uma letra minúscula "a", "b", ou "c", conforme descrito abaixo. Metástases: o M no sistema TNM indica se a doença se espalhou para outras partes do corpo.

O estadiamento, em conjunto com outros parâmetros clínicos e laboratoriais, determina o prognóstico do câncer e é fundamental para o planejamento do tratamento. O estadiamento clínico é aquele que avalia a extensão da doença antes da cirurgia. São necessários exames complementares principalmente quando não são realizados durante a investigação ou diagnóstico. Os mais utilizados são o ultrassom, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, a cintilografia e o PET-CT. Este tipo de estadiamento é que vai indicar o tratamento a ser realizado inicialmente: cirurgia ou quimioterapia com ou sem radioterapia. O estadiamento patológico é aquele realizado após a cirurgia através da análise anatomo-patológica dos órgãos ou tecido retirados na cirurgia. Este é o estadiamento mais importante, pois ele irá definir realmente qual o grau de avanço da doença no órgão. Além disso, o cirurgião oncológico é devidamente preparado para uma análise minuciosa da cavidade abdominal para avaliar a extensão do câncer, se acometeu outros órgãos ou o peritônio, a membrana que reveste os órgãos. Essas informações unidas àquelas provenientes do estadiamento patológico serão utilizadas para definir a necessidade de tratamentos complementares além da cirurgia, como quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia.

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Outros Fatores Prognósticos Embora não sejam formalmente parte do sistema TNM, outros fatores também são importantes na determinação do prognóstico de um paciente. Grau do Tumor: o grau é classificado de G1 a G3 (às vezes de G1 a G4), onde G1 tem o melhor prognóstico. Os detalhes da classificação são um pouco diferentes entre os diferentes tumores Extensão da Ressecção: outro fator importante para pacientes que fazem a cirurgia é a extensão da ressecção

  • R0 - Todo o tumor visível e microscópico foi removido.

  • R1 - Todo o tumor visível foi removido, mas os exames das amostras em laboratório mostram que pequenas áreas do tumor não foram retiradas durante o procedimento cirúrgico.

  • R2 - Algumas partes visíveis do tumor não puderam ser retiradas.

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